08 setembro 2012

Conte até 10

Com uma boa dose de paciência, todos sobrevivem às inevitáveis birras dos 2 anos




Não, não, não e não. Não quero, não vou, não dou. Essas costumam ser as frases que a criança de 2 anos mais repete ao longo do dia, algumas vezes acompanhadas de birras homéricas, daquelas dignas de interromper o trânsito no corredor do shopping. Até quem ainda não tem filhos já ouviu falar nos "terrible two". Mas a aparente rebeldia dessa fase é natural e até saudável. Afinal de contas, aquele pequeno ser, até outro dia, achava que era uma extensão do corpo da mãe. Ao longo dos meses, muito lentamente, ele foi percebendo que é outro indivíduo, independente, e voilà: com vontade própria.
"Por volta dos 2 anos, essa noção de individualidade amadurece e a criança se dá conta de que é mesmo uma pessoa separada da mãe e passa a lutar contra o controle que ela exercia em sua vida". Com o nascimento desse novo euzinho, nasce também a vontade de fazer as coisas do próprio jeito. E como o controle das emoções ainda é precário, quando o desejo não é atendido ocorre uma espécie de curto-circuito interno. E dá-lhe choro e toda sorte de demonstração de indignação infantil.
Uma situação que costuma ser motivo de conflito nessa fase é o fato de a criança não gostar nem um pouco de emprestar seus brinquedos. A cena do parquinho é clássica: o pequeno está lá todo entretido com sua pazinha, chega um estranho tão pequeno quanto ele e arranca-lhe a pazinha. A mãe, meio constrangida, fala que o filho tem que emprestar, que não pode ser egoísta. E lá vem o choro. "Emprestar e egoísmo são conceitos muito abstratos para uma criança de 2 anos. Ela não entende que ao emprestar um brinquedo aquele brinquedo voltará. O melhor é não forçar a barra e levar uns brinquedinhos a mais.

Confira a seguir algumas sugestões sobre como agir no momento da birra.


Não entre na onda da birra
Para lidar com o piti, é preciso paciência e consciência de que as rédeas da situação são suas. Procure não se "contaminar" pela reação da criança para não entrar na mesma vibração de raiva que ela (sim, é um exercício às vezes difícil, mas vale a pena tentar.

Fique por perto e espere o pequeno extravasar a emoção. É aconselhável contar até dez e manter um ar sereno, por mais que o sangue esteja fervendo por dentro.

Não adianta ficar explicando muito por que não pode comer bolacha antes do almoço, por exemplo. Um "não" dito com firmeza não precisa de muito blablablá para fazer sentido.

Depois de dizer "não" para algo, procure manter-se firme. Ceder após uma birra será, para a criança, a confirmação que a birra dá resultado.

Tarefa difícil principalmente por que vivemos a flor da pele, mas quando se tratar de  educação e disciplina precisamos ter paciência para lidar e se for o caso contar até 10!

Beijinhos doces

by, bebeabril.com.br

Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Ai querida...
    Tem que ter paciência viu, se não agimos errado...
    As birras são o jeito deles se expressarem ne, ja que não sabem falar tão bem quanto a gente...
    O importante é a paciência e educar tambem, porque senão as birras so pioram...
    Bjs

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    1. Pois é, é uma fase que temos que saber lidar, bjs

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  2. Ótima postagem Aline!
    Não tem jeito, todos passam por esse período e vai dos pais terem paciência e jeito pra lidar com a situação.
    Gostei muito de todo o texto e das dicas.
    Beijinhos e uma abençoada semana.
    Equipe Recanto.

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    1. Obrigada, é realmente todos os pais passam junto com eles nessa fase, beijinhos em ti tb!

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  3. O meu parece que está querendo começar... http://mamaedeunhafeita.blogspot.com

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    1. kkkkkkkk, se prepara é inevitável, bjs

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  4. Nossa aqui em casa é super difícil também, ele tem um genio muito forte, é bravo... Dai ficamos muito irritados com a birra dele, mais nos controlamos e ensinamos o certo. Adorei as dicas. Bjs
    Vivi e Isaac
    http://isaacparasempre.blogspot.com/

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    1. O gênio deve ser levado em conta, mas nosso dever é ensinar e não entrar na pilha deles, se não todo mundo fica louco, bjs

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